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Também não descarta a hipótese de investir na produção local - terceirizada - dos conversores com Ginga.
"O ginga está à frente de tudo que já foi feito em TV digital no mundo. Ele permite uma série de aplicativos, mas também maior capacidade de processamento e de memória. Há um forte trabalho de especificação do middleware brasileiro", observou o presidente da NEC Brasil, Herberto Yamamuro, em encontro com a imprensa realizado nesta terça-feira, 25/11, na capital paulista, para revelar os planos da fabricante para 2009 e comemorar os 40 anos de atividade no país.
Yamamuro, no entanto, foi cauteloso ao falar sobre investimentos efetivos na área. Também não adiantou muito o plano de negócios para a divisão. "TV digital é um assunto complexo, mas não complicado". Com relação ainda ao Ginga, o presidente da NEC Brasil, acredita que a especificação estará no mercado no próximo ano, até em função do grande esforço dos players interessados em fomentar os negócios na área.
No caso da NEC, informa ainda Yamamuro, a companhia assumiu a responsabilidade de capacitar profissionais para o desenvolvimento de TV digital, no compromisso firmado entre os governos do Japão e do Brasil, quando o padrão japonês foi escolhido para ser a base do SBTVD. "E vamos cumprir a nossa tarefa".
Ao ser indagado sobre a produção local de conversores com ginga para o consumidor final, o executivo da NEC do Brasil enfatizou que a companhia pode, se achar conveniente para o seu modelo de negócios, transferir a competência tecnológica que detém para parceiros.
"Há várias possibilidades, mas é certo que a NEC não ficará fora do mercado de TV digital no Brasil. O nosso plano é atender aos broadcasters", completou Yamamuro.
:: Ana Paula Lobo
:: Convergência Digital :: 25/11/2008